Em 21 de janeiro de 1919, morreu envenenado pelos imperialistas japoneses o imperador Kojong, que foi representante do Estado feudal de nosso país.
Esse ato foi um crime bárbaro e uma violação do poder estatal perpetrado por eles.
O Império Japonês ocupou nosso país ao firmar à força o “Tratado de cinco pontos de Ulsa” em novembro de 1905, apesar da oposição do então imperador Kojong, e, ao julgar que, mantendo-o no poder, isso seria desfavorável à sua dominação colonial, começou a tramar um complô para eliminá-lo.
Em tal circunstância ocorreu o incidente dos emissários secretos de Haia. Foi quando, em 1907, três emissários especiais do imperador Kojong participaram da II Conferência Internacional da Paz realizada em Haia, na Holanda, onde revelaram a nulidade do “Tratado de cinco pontos de Ulsa” e denunciaram o crime do imperialismo japonês que violou brutalmente a soberania da Coreia.
Os imperialistas japoneses aproveitaram esse incidente como uma oportunidade para retirar a autoridade do imperador Kojong.
Afirmando que o fato de a Coreia, que havia “transferido” os direitos diplomáticos em virtude do “Tratado de cinco pontos de Ulsa”, ter enviado emissários secretos à conferência internacional constituía uma afronta a eles, forçaram abertamente a abdicação do trono do imperador Kojong e acabaram por destroná-lo à força. Não satisfeitos com isso, envenenaram cruelmente o imperador.
Esse fato não passa de um exemplo que denuncia ao mundo inteiro a crueldade e a selvageria do imperialismo japonês.
Durante todo o período de sua ocupação da Coreia, o Japão a transformou em sua colônia completa e não poupou meios nem métodos para escravizar o povo coreano.
Proferindo abertamente palavras violentas e assassinas de que o coreano deveria obedecer à lei japonesa ou morrer, violou e eliminou impiedosamente a liberdade política e os direitos elementares de nosso povo e agiu de forma frenética para fazer desaparecer para sempre nosso país da Terra.
Hoje também, embora tenham se passado mais de 80 anos desde sua derrota, o Japão nega totalmente seu passado criminoso, em vez de pedir desculpas, refletir e compensar por ele, e, colocando-se de forma frenética em manobras de nova agressão para repetir a história criminosa do século passado, ameaça seriamente a humanidade que deseja uma vida pacífica.
Isso redobra o ódio e a vontade de vingança de nosso povo, que jamais esquece todos os crimes perpetrados em nosso país pelo Japão, inimigo jurado, e está decidido a fazê-lo pagar muito caro, custe o que custar.
Kim Yong Gwang

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