De país para país, de povo para povo, variam os costumes e tradições de celebrar o Ano-Novo.
Na Índia, durante cinco dias que antecedem o Ano-Novo, realizam-se em várias regiões encenações do épico histórico Ramayana (que significa “a jornada de Rama”). Na epopeia, quando o ator que interpreta o herói luta contra um gigante de papel e dispara uma flecha em chamas, o gigante acaba queimando em meio aos aplausos entusiasmados dos espectadores.
Na madrugada do Ano-Novo, as pessoas saem de casa com uma pequena lanterna artisticamente confeccionada em uma mão e pó colorido na outra. Ao encontrar parentes e amigos, trocam cumprimentos e aplicam o pó colorido na testa uns dos outros. Os jovens, com o desejo de que apenas coisas boas aconteçam no novo ano, atiram água tingida de vermelho com pistolas de água no corpo dos amigos. Nesse dia, não se deve perder a calma nem brigar, sendo exigido um comportamento cortês e educado. Em algumas regiões, existe o costume de não comer absolutamente nada desde a madrugada do Ano-Novo até depois da meia-noite.
No Paquistão, as pessoas saem de casa no primeiro dia do ano levando pó vermelho e, ao encontrar amigos, aplicam esse pó na testa deles. Isso simboliza o desejo de que a sorte lhes sorria.
Na Inglaterra, na noite da véspera do Ano-Novo, as pessoas levam pães e bebidas alcoólicas e visitam amigos próximos. Nessa ocasião, não batem à porta, entrando diretamente no quarto do amigo. Passam a noite inteira cantando canções de Ano-Novo e dançando.
Na Itália, na véspera do Ano-Novo, as crianças colocam sob o prato ou a toalha de mesa um papel em que escreveram uma mensagem ou um poema de sua autoria e, após o jantar, retiram-no diante dos pais, leem em voz alta e expressam sua gratidão. À noite, as pessoas correm para as ruas. Em meio a luzes multicoloridas e ao estrondo dos fogos de artifício, a “avó da montanha”, vestida de branco, distribui lembranças.
Na Grécia, existe o costume de assar um grande pão no Ano-Novo e toda a família se reúne para comê-lo. Antes de assar o pão, esconde-se uma moeda em seu interior, e acredita-se que aquele que a morder terá boa sorte.
Na França, a atmosfera de celebração do Ano-Novo se intensifica a partir da noite de 31 de dezembro.
O evento mais grandioso é a contagem regressiva realizada com a reunião de inúmeras pessoas na Avenida Champs-Élysées, em Paris. A contagem regressiva começa às 23 horas, 59 minutos e 50 segundos. Com o início do novo ano e a explosão dos fogos festivos, as pessoas erguem taças para brindar.
Na Espanha, diz-se que as pessoas comem 12 uvas ao som dos sinos da virada do ano. À meia-noite, o sino de Madri toca 12 vezes, e a cada badalada as pessoas comem uma uva. Esse toque é transmitido pela televisão e outros meios, ecoando por todo o país. Como o número 12 também simboliza os 12 meses do ano, acredita-se que, ao comer todas as 12 uvas, o desejo se realiza.
Alguns habitantes da Irlanda continuam mantendo antigos costumes de Ano-Novo.
Na Argentina, no primeiro dia do ano, toda a família vai aos rios para tomar o “banho de Ano-Novo”. Antes do banho, espalham flores frescas e, em seguida, mergulham na “água florida”, esfregando pétalas pelo corpo e desejando felicidade.
No Paraguai, os cinco dias que antecedem o Ano-Novo são designados como “dias de comer comida fria”, e todos, desde o chefe de Estado até as crianças, não acendem fogo e consomem alimentos frios. Somente após soar o sino que anuncia o Ano-Novo é que se acende o fogo e se comem pratos saborosos.
Os canadenses, que consideram a neve branca um símbolo de bons presságios, durante o período do Ano-Novo não apenas não limpam a neve acumulada ao redor das casas, como ainda constroem cercas de neve.
As pessoas que gostam de esportes radicais participam da tradicional “imersão do urso polar”. Isso se refere a nadar ao ar livre no inverno ou a se banhar em águas geladas. Os canadenses acreditam que a “imersão do urso polar” traz sucesso e felicidade e mantém a saúde no novo ano.
Assim, muitos países e povos recebem o Ano-Novo com costumes variados e singulares.

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